Um mar de rosas

Ouvimos falar o tempo todo que a vida não é um mar de rosas e, sinceramente, eu não consigo entender.
A frase popular quer dizer que a vida não é moleza, eu sei, que temos de enfrentar dificuldades, tudo bem…

Mas parece que quem criou essa frase nunca olhou uma rosa. A rosa inteira, quero dizer.
A flor não é só a maciez das pétalas, ela tem caule e espinhos também. É muito interessante a figura da rosa: extrema delicadeza com um toque de brutalidade.

Dizer que a vida não é mar de rosas é desconsiderar o aspecto não suave da flor, é reduzi-la a uma de suas partes e deixar de ver o todo.
Tentar negar a sombra que existe em tudo, o lado “feio” que preferimos fingir que não está lá a aceitar, integrar e aprender a lidar.

Pegue uma rosa de qualquer maneira e você vai se machucar. Não foi a rosa que te machucou, você se machucou nela.
Sabendo lidar com carinho, ela retribui com sua beleza, aroma e toque suave.

Se você parar pra pensar, há de concordar comigo que a vida é um mar de rosas sim. Olha só:
Por vezes, estamos leves e flutuamos na maciez colorida das pétalas. Outras vezes, nos enchemos de sentimentos pesados e afundamos até os espinhos que machucam.
Algumas vezes ainda o mar está revolto e os espinhos nos alcançam lá no alto da nossa leveza e, se não tomarmos cuidado, nos arrastam para baixo onde podem nos prender e ferir de verdade.

É tudo uma questão de escolher onde se manter. E também de saber se desvencilhar com delicadeza e suavidade quando os espinhos alcançarem. Lutar violentamente contra alguma coisa é o que causa os ferimentos mais graves.

O mar de rosas que é a vida sempre responde de maneira equivalente à forma como atuamos.

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Esperando passar e sofrendo as consequências

Esta é uma breve história sobre ignorar um sentimento até que passe por conta própria:

Conversando com um amigo, percebi que eu estava usando com muita frequência palavras como “ter medo” e “reunir coragem” e vi que era hora de tomar Rock Rose novamente.
Rock Rose é o Floral de Bach que desperta coragem em quem sente medo paralisante. Era mesmo o caso. Sentia tanto medo que não era capaz de tomar uma atitude.
Para decidir qual seria a nova fórmula que incluísse o Rock Rose, comecei a me perguntar o porquê de tanto medo. Não demorou muito para esbarrar na questão do não merecimento. Não conseguia tomar uma atitude porque acreditava que não merecia o que queria e era melhor deixar a vontade ir embora, simplesmente.
(Diga-se de passagem que fiz a mesma coisa há muitos anos em relação a esta exata vontade e exatamente pelo mesmo motivo: não me sentia boa o suficiente e fiquei esperando a coisa se resolver sozinha. Não resolveu.)
Achei por bem, então, começar logo a tratar esse conflito do não merecimento antes mesmo do Floral ficar pronto para evitar que respingasse em áreas da vida que estavam indo bem.
Toda vez que se ignora uma questão, o problema cresce e começa a afetar a vida como um todo. O sistema é um só, no fim das contas, nada fica restrito ao ponto em que há a manifestação do problema.

Naquela mesma noite, ouvi uma meditação guiada antes de dormir e acordei quase surda na manhã seguinte. Muito fofo esse meu mecanismo de autossabotagem: sempre que quero abafar a voz interior, meu ouvido entope.

Me perguntei o que era, afinal, que meu inconsciente queria ignorar tão desesperadamente e na mesma hora me veio à mente a frase da meditação que estava causando o rebuliço. Tomei umas gotinhas de Rescue, o Remédio Emergencial do dr. Bach, que não por acaso contém Rock Rose e pedi à Centelha Divina que arrumasse aquela bagunça. Muitas repetições das palavras-chave do Ho’oponopono depois, meus ouvidos voltaram ao normal.

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Resolvi registrar essa história como um lembrete de que não adianta jogar os sentimentos para debaixo do tapete, nem pôr concreto em cima, nem ignorar na esperança de que vá embora. O sentimento precisa, no mínimo, ser reconhecido para início de conversa.


Não recomendo nenhuma atitude drástica assim que se identifica o conflito. É sempre válido arrumar a bagunça interna antes de agir, principalmente se vai afetar outra(s) pessoa(s). Fingir demência, entretanto, nunca funciona.


Outro lembrete importante que veio dessa confusão toda: “se a boca cala, o corpo fala”. Quero dizer, se eu não tivesse escolhido ignorar o que acontecia dentro de mim, não precisaria acordar surda para ser obrigada a prestar atenção.

Observar e, especialmente, questionar padrões mentais e emocionais é fundamental. Sempre.

Seguidora de São Tomé em recuperação

Comigo o negócio sempre foi ver para crer.
Tinha o maior orgulho de ser desconfiada e, na maioria das vezes, nem ver era suficiente pra acreditar. (Só aí, já havia um erro a ser trabalhado, pelo menos.)

Depois que comecei a estudar mecânica quântica, lei da atração e tudo que vem junto, entrei em desespero com a primeira lição: tem que crer pra ver, nunca o contrário.

Socorro!

Estudando um pouco mais, constatei que os sentidos nos enganam. O que entendemos através dos 5 sentidos físicos são mera interpretação das informações que nosso cérebro capta através desse sistema sensorial limitado da 3D. (Ah, pelo menos fez sentido não acreditar em algumas coisas mesmo vendo com esses olhos que a terra há de comer)

Quase enlouqueci tentando entender como eu saberia das coisas se os instrumentos que me deram são tão limitados e sujeitos a mil influências que não posso controlar.
E foi nessa confusão que eu percebi um ponto de apoio em mim mesma; como uma voz sensata que não tem som, mas está sempre orientando. A tal da intuição que não dá pra explicar, só é possível sentir.

Aprendi (a duras penas, não vou negar) que não é pra saber com a cabeça, nem entender só com a mente lógica. A mente tem sua função, mas é apenas um dos instrumentos falhos e limitados e sujeitos às diversas influências que não controlamos.

Compreender a vida, o universo e tudo mais vai muito além do que a lógica da mente humana pode acompanhar. Mas o coração acompanha.
O que você sente que é real, é mesmo real. A mente pode pegar o “fato concreto” que quiser para racionalizar e te convencer do contrário, mas aquela voz silenciosa vai continuar te dizendo a verdade.

Se você insistir demais em ir atrás da mente, a verdade vai bater na sua cara em algum momento. E vai doer.
Me pareceu, então, muito prudente aprender a sentir, buscar o autoconhecimento para saber discernir a verdade da ilusão.
Ainda me confundo porque não virei anjo, mas já consigo aceitar que a realidade não é o que parece e já estou disposta a pagar pra ver meu coração ter razão.

Mesmo que precise aguardar o que, para a mente, é uma eternidade…

Velhas estradas não levam a novos destinos

Autopreservação física é um instinto que ninguém questiona. Quando vem o impulso de fugir de uma ameaça, seguimos sem pestanejar.
O instinto de sobrevivência funciona da mesma maneira quando a ameaça é puramente emocional.
Este, no entanto, nós ignoramos.

Desde o primeiro momento sabemos se algo é benéfico ou não.
Quem capta a informação é a Centelha Divina em nós e, em frações de segundos, a mensagem chega ao nosso corpo e podemos seguir essa intuição ou, o que é mais comum, racionalizamos o sentimento e vamos em frente com a situação.
Isso se repete toda vez que estamos diante do mesmo tipo de ameaça.

Em nome da moral e dos bons costumes, aprendemos e ignorar os sinais e nos obrigamos a passar uma e outra vez por situações que não são boas para nós por não trazerem sentimentos bons.
Quando o único motivo para evitar uma coisa é o simples “não quero”, é pouco para escapar da maioria dos sofrimentos.

Os conceitos distorcidos de caridade causam isso.
Nos ensinam a ser bonzinhos e queridinhos às custas de autoanulação e chamam isso de caridade.
Não nos dão o direito de escolher sem culpa como queremos ser bons e que tipo de ajuda podemos dar.
Aprendemos que a felicidade do amiguinho vem primeiro, afinal, não custa nada.

O custo emocional das coisas é sempre secundário, fácil de passar por cima porque ninguém está vendo.
É um sofrimento só seu consigo mesmo: joga pra debaixo do tapete e segue o baile.

Não teria mesmo importância nenhuma se sentir um pouco mal pra outra pessoa ficar feliz se não fossem nossas emoções que criassem a realidade.

Uma vez que se sabe como as coisas funcionam, entretanto, é um risco grande demais passar continuamente por cima dos sentimentos porque em algum momento essa dor vai se manifestar de forma mais veemente, uma vez que você ignora as manifestações sutis.

Velhas estradas não levam a novos destinos
Velhas estradas não levam a novos destinos.

Darth Vader, a metáfora.

Eu sempre fui fã do Darth Vader, mais até do que do Anakin, muitas vezes.

Enquanto estava assistindo a série animada Clone Wars (uma obra-prima. Amo!!) toda vez que tocava a música tema do Vader, eu vibrava.
Pensava: Isso aí, Skywalker, perde a paciência com esse conselho Jedi idiota mesmo!

Mas comecei a me preocupar com essa empolgação toda com o vilão. 😬

Darth Vader é mau igual o Pica-Pau, não dá pra torcer por ele.
Eu nem torcia pra ele vencer, só achava os mocinhos muito idiotas… alguém tinha que fazer alguma coisa!

De tanto quebrar a cabeça pra entender o que fazia esse personagem tão fascinante, uma coisa fez sentido:

É uma metáfora!
Uma metáfora para “orai e vigiai”.


Anakin Skywalker foi um dos mais poderosos Jedi que existiram, tinha uma força e uma luz incríveis, prezava pela justiça… era mesmo um cara bom.

Mas por precisar muito se encaixar em um ideal, começou a se perder.

Teve que se podar tanto, que as partes boas dele foram enfraquecendo.
Com a bondade enfraquecida, tornou-se duvidoso de que seguir a Luz era o melhor e as sombras puderam ganhar poder sobre ele.

As sombras dele mesmo, ninguém impôs nada.
Simplesmente, foi feita a escolha de trabalhar para o lado negro da Força, já que o outro lado não permitia que ele se expressasse e fizesse o que achava certo. Chutou o balde no melhor estilo “se não pode vencê-los, junte-se a eles”. 🤷🏽‍♀️


Todos nós temos/somos luz e sombra, apenas escolhemos qual delas expressar.

Se não estivermos atentos aos nossos sentimentos, eles nos dominam e começa a fazer muito sentido agir pela sombra e deixar a luz apagar. A mente com certeza encontra argumentos para não fazer o bem.

Até um ser de muita luz, como Anakin Skywalker, pode se corromper e deixar sua sombra crescer na mesma medida.
E não se pode escapar das consequências de não fazer o bem, como o próprio Darth Vader provou.


Essa linha de raciocínio foi um alívio, deveras.
Significa que não sou má, só meio esquisita. 😅

Orai e vigiai.

Seja bem-vindo ao clube dos canalhas

Acordei com essa música na cabeça outro dia, até falei dela no Insta, mas não consigo parar de pensar nela. Como acontece com tanta coisa na vida, nunca tinha prestado atenção nessa letra e me surpreendi com a profundidade da mensagem que só percebi agora.

Tirando uma ou outra passagem que fala especificamente de um estilo de vida que não é pra todo mundo, essa música é uma lição e tanto. Fala sobre saber viver bem e aceitar aquilo que te faz feliz sem se preocupar em agradar “o zotro”.

Ao retornar a essa canção depois de tanto tempo, consegui entender que o Clube dos Canalhas não é somente para quem curte uma farra no bar. Para a nossa sociedade, canalha é todo aquele que se trata como o amor da própria vida.

Pode reparar que enquanto a criatura está se esforçando pra se encaixar nas expectativas sociais, é considerada um amor de pessoa; mas no minuto em que começa a pensar e escolher o que é melhor pra si, vira um canalha.

Certa dose de egoísmo pode fazer bem numa sociedade que cultua o auto-sacrifício em prol do amiguinho. Não estou falando de egoísmo que prejudica o outro. Nem tudo precisa chegar ao extremo. Aliás, nenhum extremo parece bom. Nesse caso, concordo com os Budistas, é melhor seguir o Caminho do Meio. Se o que é melhor pra mim não faz mal a ninguém, por que não?

Muitas vezes dizemos não pra nós mesmos para evitar lidar com o desconforto de dizer não a alguém. E quase morremos de raiva quando alguém tem a audácia de dizer não a um pedido nosso. É isso que a cultura do sacrifício faz: nos prende numa dolorosa rede de obrigações e expectativas que não geram nada além de frustração.

Vivemos frustrados com os outros que não fazem o que queremos. E vivemos MUITO frustrados conosco, pois raras vezes nos é permitido atender a nossas próprias necessidades. Somos ensinados a cuidar do outro primeiro e nós mesmos ficamos abandonados.

Mas sabe qual é o maior problema disso tudo? Desse jeito, ninguém consegue ter suas necessidades atendidas. Como você vai saber exatamente o que o outro precisa? E como você vai receber exatamente o necessário se o outro não tem como saber o que se passa dentro de você? Cada um está fazendo pelo outro aquilo que julga bom pra si e querendo tapinha nas costas por todo sacrifício.

Talvez seja hora de cada um olhar pra dentro, cuidar do próprio jardim para ter condições de oferecer flores aos vizinhos. Talvez seja uma boa fazermos parte do clube dos canalhas, ignorar solenemente as expectativas impostas pela sociedade, cuidar tão bem de nós mesmos a ponto de sermos capazes de colaborar com o outro repartindo o que tivermos de melhor e mais puro. Uma colaboração genuína, sem manchas de obrigações, expectativas e frustrações.

Certa vez, um sábio me disse que a gente só dá o que está sobrando na gente. Fiquei confusa na hora, mas hoje eu entendo que ajudar ao próximo não é fazer sacrifício; é simplesmente cuidar tão bem de mim que tenha luz de sobra para oferecer. Caso contrário, o que tem é sombra e disso, o mundo já está cheio.

Ps: Se não conhece essa obra-prima do Matanza, clica aqui pra ver se faz sentido pra você.

Uma combinação poderosa

Conheci a EFT há alguns anos e essa técnica tem se tornado a minha favorita, aquilo que eu uso toda vez que algo incomoda. É encantador como funciona!

Por muito tempo eu usei a Receita Básica que o André Lima ensina (se você não conhece o trabalho dele, recomendo fortemente) mas eu tinha muita dificuldade em listar os eventos específicos. Muita dificuldade mesmo.

Minha vida sempre foi muito tranquila, filha única mimada haha, eu simplesmente não tinha tantos eventos assim pra listar. Pelo menos, não conseguia lembrar de nada muito significativo ou traumático…

Certamente, minha vida não é perfeita e nunca foi. Problema todo mundo tem, eu não ia ser exceção (quem dera, né?). Eu só não conseguia lembrar como tudo começou, por exemplo. Muitas vezes, eu não conseguia identificar exatamente quais eram os sentimentos relacionados a alguma situação.

Parecia que era sempre a mesma coisa, independente da cena da vez: raiva, tristeza, vergonha, mágoa, medo… não importava em qual evento eu me concentrasse, is sentimentos eram mais ou menos os mesmos sempre.

A vantagem foi ver logo de cara que sim, EFT funcionava pra mim, eu sempre me sentia melhor depois de umas (às vezes muitas rs) rodadas. E mesmo sem conseguir fazer direitinho como tinham me ensinado, eu confiava na técnica e continuei fazendo.

E comecei a pesquisar, fiz cursos, assisti inúmeros vídeos, li diversos artigos e percebi que não havia uma única maneira de aplicar a técnica. Na verdade, descobri que não existe uma única maneira de fazer coisa alguma. É possível fazer tudo do seu jeito, você só precisa descobrir qual é esse seu jeito.

É preciso ser cientista de si mesmo, como diz o Wallace Lima (que não é parente do André haha mas é outro terapeuta que fez uma diferença incrível na minha vida). É preciso se conhecer e experimentar. Somos seres únicos; o que funciona pra um monte de gente, não necessariamente vai funcionar pra mim ou pra você. Às vezes tem que adaptar a coisa, um pequeno ajuste para que sirva em você.

Podemos comparar a comprar uma roupa. Geralmente a gente escolhe o que tem mais a nossa cara, experimenta, vê como aquilo se encaixa na gente e, não raro, vamos à costureira ajustar o que precisa. É assim com tudo. Não precisamos aceitar nenhuma fórmula pronta só porque serviu em todo mundo. Sua mãe cansou de falar que você “não é todo mundo”, já esqueceu?

Voltando à EFT e meus experimentos, foi um exercício do André Lima que me inspirou a fazer o ajuste necessário para otimizar meus resultados. Ele criou um exercício da gratidão em que falava uma série de afirmações positivas enquanto tocava os pontos de EFT.

Já achei interessante porque não precisava focar no problema, os sentimentos densos são ativados quando você faz uma afirmação positiva que não é verdade pra você. Por isso que, muitas vezes, só repetir afirmações positivas não funciona muito bem. Mas acrescentar EFT à prática de fazer afirmações positivas é mágico! Não só você envia mensagens novas e melhores à sua mente, como dissolve possíveis negatividades associadas ao assunto.

Com base nisso, eu experimentei associar Ho’oponopono à EFT. Ho’oponopono pra mim, é a solução de todo e qualquer problema na existência. E a Oração Original, por mencionar diversos aspectos que precisam de cura, acaba trazendo à tona um monte de porcaria que a gente guarda e bem sabe. Pode reparar que a cada parágrafo a mente traz pro consciente como que aquele problema se manifesta na sua realidade. E se, além do Ho’oponopono, você dá uma ajudinha extra, a densidade é dissolvida muito melhor e até mais rápido.

O que eu queria contar hoje é isso. Todos os dias eu faço a Oração Original do Ho’oponopono enquanto faço EFT e tenho me sentido cada vez melhor. Se estou com pressa, ou quero limpar algo mais pontual, peço a limpeza à Divindade e falo as quatro frases dando as batidinhas em cada ponto. É uma delícia a sensação de relaxamento que dá. Experimenta!

Sombra & Poder

Você já abraçou sua Sombra hoje? Já a domina ou ainda é dominado por ela? Reconhece sua Sombra ou a renega, com vergonha de abrigar tais emoções em seu interior?

O papo de hoje é meio denso. Precisa ser. Denso, mas não tenso. A Sombra não pode ficar presa, deve fluir como tudo na vida. O assunto é denso pois a Sombra é uma energia de frequência menor que a da Luz e se move mais lentamente. Mas precisa se mover. Tentar prender a Sombra pode ser tão perigoso quanto apagar a Luz.

Agora, calma; vamos parar só um momentinho para esclarecer o que foi dito ali em cima. A Sombra precisa de movimento, sim, mas isso não quer dizer que posso soltar meus demônios no mundo e deixar que façam o estrago que quiserem. [Não vamos esquecer que tudo que vai, volta; não é mesmo?] Mas então, não posso prender e também não posso soltar? #comofas

Imagina um cachorrão bem forte e bem brabo. Daqueles que se iniciarem um ataque, nem o dono segura, sabe? Agora imagina que esse cachorrão mora num espaço apertado e precisa sair um pouco pra esticar as pernas, ver coisas diferentes… Não dá pra simplesmente abrir o portão e deixar um cachorro desse sair por aí, certo? É o equivalente a soltar seus demônios pra fazer os estragos que quiserem.

Por outro lado, você concorda que também não dá pra deixar o bicho trancafiado, sem exercício, nem distração, só aumentando a agressividade por não ter suas necessidades atendidas?

O que se faz nesse caso é cuidar para que o cão tenha o que precisa, sem colocar ninguém em risco. Levamos pra passear usando coleira, guia, focinheira, evitamos horários e locais movimentados… enfim, tudo que for possível para que ninguém se machuque.

Com a Sombra é a mesma coisa. Não é saudável, nem mesmo possível, trancar a Sombra num quartinho e jogar a chave fora. Ela vai crescer, ocupar todo o espaço, começar a escapar pelas frestas e se espalhar onde não deveria. Dessa forma, não tem como negociar com a Sombra e alguém sairá machucado.

No entanto, se olharmos a Sombra com carinho, sem medo, aceitando o que é parte de cada um, podemos sim chegar a um acordo e levar pra passear de coleira, guia e focinheira sem o risco de ferir ninguém.

A primeira providência a ser tomada é reconhecer a Sombra e agradecer por seu serviço. Sem a nossa própria Sombra, não conseguimos enxergar as Sombras do mundo e nos tornamos presas fáceis que não sabem se defender.

Depois, é preciso entender que a Sombra existe para nos mostrar nossos limites. Quando algo não está bom, quem grita é a Sombra. É através do que sentimos de “negativo” que paramos para analisar se algo precisa ser mudado. Quando chega a afetar o lado sombrio, é o alerta de que algum ajuste se faz necessário.

A partir disso, de aceitar e entender que, na verdade, a Sombra também quer o nosso melhor, podemos escolher a coleira, guia, focinheira… Você não colocaria a mão num animal selvagem e que não confia em você, certo? Faça as pazes com sua Sombra para que ela se deixe dominar.

Escolha com amor os “apetrechos” que serão usados para conter a Sombra. Nem sempre acertamos de primeira. Muitas vezes precisamos testar, adaptar e até mesmo criar nossa própria maneira de levar Luz à Sombra. O autoconhecimento é fundamental em todo o processo.

Só não vale desistir ou brigar com você por não conseguir todas as vezes, hein! É um treinamento. Nunca te ensinaram a lidar com a Sombra, no máximo te disseram para reprimi-la. Mudar essa programação pode levar tempo, não precisa ter pressa. As coisas sempre acontecem exatamente como precisam acontecer. E tudo bem precisar de ajuda, viu? Ninguém é obrigado a saber de tudo.

Fazendo diligentemente a nossa parte, fica cada vez mais fácil iluminar a Sombra. Chega um momento em que no minuto em que a Sombra se apresenta, você já está com a tocha acesa e tem condições de enxergar tudo como é, e passa a não ter medo das projeções ilusórias criadas por uma Sombra sem controle.

Abrace a sua Sombra como um cachorrão que não recebeu o tratamento adequado, mas que ainda tem muita vida pela frente e merece vivê-la da melhor maneira e em condições de prestar o melhor serviço possível. A Sombra é apenas um cão de guarda meio confuso. Ilumine-a!

Se basta um pensamento, precisamos dos rituais?

Um único pensamento é suficiente para criar a realidade. Joel S. Goldsmith fazia isso, curava as pessoas somente pensando nelas curadas. Por que, então, existem tantos rituais, técnicas, simpatias, exigências? Não bastaria apenas pensar no que eu quero e esperar acontecer?

Bem, se conseguíssemos realmente pensar na coisa e esperar com uma fé inabalável, certamente o que desejamos aconteceria. O problema está na programação que fica no caminho da fé. Temos dentro de nós tantas memórias acumuladas dessa e de outras existências que, por mais que tenhamos certeza absoluta na mente consciente, há uma série de dúvidas e medos vibrando com toda a força no inconsciente. E é a emoção gravada no inconsciente que tem o poder de manifestação, no fim das contas.

Não basta, portanto, um mero pensamento. Tal pensamento precisa estar acompanhando da mais pura sensação de paz para que se torne realidade. E aí entram os rituais. Com eles, conseguimos enganar o ego, distrair a mente das incertezas e, então, passa a ser possível acreditar profundamente que nosso desejo será manifestado.

Só funciona, é claro, se você confiar na técnica escolhida. Quem aí nunca fez uma simpatia “pra ver se funciona” e ela falhou somente pra confirmar o que você, no fundo, já sabia?

O que eu faço e dá super certo é experimentar. Existe uma infinidade de técnicas, exercícios, meditações, orações… Até simpatia da vó tá valendo. O bom é testar tudo que chamar atenção, adaptar o ritual escolhido ao que faz sentido pra você, misturar o que gostar mais…

O jeito mais fácil de fazer a ferramenta escolhida funcionar é seguir sua intuição até encontrar a sua própria maneira de confiar plenamente no Universo e soltar o pedido. Alcançando essa certeza, o processo de co-criação pode ser instantâneo: pensou, criou.

Co-criar e imaginar, há diferença?

Co-criar pode ser simples, basta dar asas à imaginação.

E guiar o vôo com carinho.

Lembrei outro dia de algo que eu costumava fazer com frequência quando era mais nova e nem entendia que era isso que me fazia conseguir o que eu quisesse.

Minha imaginação é fora de série. Vivo no mundo da Lua porque tudo é mais divertido na minha cabeça. E sempre tive o hábito de criar histórias e passar um tempo me divertindo com as possibilidades. E é exatamente aí que está uma ferramenta fenomenal que podemos usar a qualquer momento para melhorar a realidade que estamos vivendo.

A mente não sabe discernir o real do imaginário, o cérebro apenas interpreta os estímulos que recebemos da melhor maneira possível e nós entendemos essa interpretação como a realidade.

No fim das contas, tudo é ilusão. Viver uma situação ou lembrar dela tem o mesmo resultado para nosso corpo. Levando em consideração a química que é gerada com a interpretação das informações, tanto faz olhar uma xícara de café na mesa à sua frente ou fechar os olhos e pensar em uma xícara fumegante. A reação do cérebro à imagem “xícara de café” é a mesma.

Com base nisso, em vez de deixar a imaginação solta demais e te fazendo ver os piores cenários possíveis, sejam como lembranças dolorosas ou preocupações com o futuro, podemos gentilmente orientar esses vôos. Se foi ao passado e não gostou do que viu, direciona a mente para uma lembrança feliz. Se não for causar revolta, vale até imaginar a situação conforme você gostaria que tivesse acontecido e se divertir com isso.

Mas o pulo do gato de usar a imaginação é criar o futuro. Uma vez que não sabemos o que vai acontecer, somos completamente livres para inventar o que quisermos. E para que se torne realidade (aqui, no físico mesmo) basta se concentrar na sensação boa que aquela imagem traz e desconsiderar todo o resto. Se bater uma dúvida, fala pra ela assim: “Ok! Obrigada pela dica, mas do meu jeito é mais legal!” e volta a se divertir com sua imaginação. Dê tratos à bola, crie os detalhes, observe as sensações e dê ênfase a tudo que for bom.

Vou contar uma história que aconteceu comigo pra mostrar que funciona mesmo se você não souber o que está fazendo. haha

Quando eu terminei o Ensino Médio, não tinha a menor ideia do que fazer depois, só sabia que tinha que fazer uma faculdade. Nessa época, eu estava apaixonada pelo estudo de idiomas e achei que queria ser tradutora. Minha mãe era coordenadora do curso de Enfermagem na Estácio da minha cidade, o que me dava bolsa integral em qualquer curso. Como eu já tinha chutado o balde em relação à escola e não estava nem um pouco a fim de me matar por vestibular, não pensei duas vezes e fui estudar Letras e virar intérprete.

Logo de cara me deparei com a complicação de não ter Inglês na minha unidade, só Literatura Brasileira e eu queria ser tradutora, poxa vida… Troquei de instituição, me matriculei na renomada Faculdade de Filosofia Santa Doroteia, que oferecia o curso de Letras mais famoso da cidade, quiçá, da região. Mas não tinha bacharelado. Eu teria que sobreviver as matérias de didática que quase me matavam.

Decidi, então, que não cairia no erro de várias pessoas que conheci: querer ser tradutora mas fazer uma licenciatura e acabar dando aula de português pra um bando de monstrinhos desinteressados. Eu ainda não sabia como ou onde, mas queria quase que desesperadamente trocar para o bacharelado para poder ir direto ao ponto e me formar tradutora em vez de professora.

Passei um tempo nutrindo esse desejo até que fiquei sabendo de uma prova de transferência externa para a UFF, que tinha o tal bacharelado em Inglês que eu queria. Naquele momento eu tive certeza que uma das duas vagas era minha (e a outra, da minha amiga que me falou da prova, é claro).

A partir de então, comecei a fazer planos para trocar de faculdade, morar em outra cidade, gostava de imaginar que tipo de coisa eu estudaria, como seriam as aulas no curso que eu tanto sonhava cursar e, principalmente, como seria minha vida profissional depois de formada. Era uma delícia imaginar minha vida de tradutora, mesmo sem ter a mínima ideia de como era, na vida real, o dia-a-dia da profissão.

Não estudei nada para essa prova apesar de ser o teste que “decidiria” minha vida. Estava tão confiante nas minhas habilidades e no estudo de língua portuguesa na faculdade que eu já frequentava que só esquentei a cabeça na véspera. E como esquentei a cabeça! Dei um show, quase ponho tudo a perder de tanto nervosismo.

Mas meu santo é forte e, mesmo dando ataque de pelanca no dia anterior e morrendo de medo no dia da prova, eu passei. \o/ Minha nota foi horrível, mas a mais alta de todos os candidatos, seguida por uma diferença de um único ponto pela minha amiga. Passamos, conforme eu imaginei no dia em que ela me falou da prova. Passei mesmo sem fazer nada além de me imaginar vivendo aquilo.

E até hoje, quando eu acho que não vou conseguir alguma coisa mesmo fazendo tudo direitinho, eu lembro desse episódio em que venci pura e simplesmente com a força do pensamento e fico tranquila que o Universo sempre me dá aquilo que eu sinto que é pra mim. =)

Até a próxima!

Com amor,

Licele Faial.

ps: Fiquei sabendo na hora da matrícula que não poderia trocar para bacharelado, a transferência só poderia ser para o mesmo curso exato, ou seja, teria que fazer a licenciatura de qualquer jeito. Não me formei em Letras, mas como a vida é chegada numas ironias, acabei dando aulas de Inglês assim mesmo. Mas essa história fica pra outro dia.

ps2: Como não existem coincidências, olha o link que eu achei passeando pelo Facebook. O passo a passo do final é muito parecido com o que eu fazia sem saber que estava co-criando a realidade.
https://www.facebook.com/paty741520/posts/1126641480869006?__tn__=K-R